Quando temos um bebê dentro de casa tudo é extremamente intenso. São choros, mamadas, trocas de fraldas, privação de sono, casa bagunçada, visitas, e é tudo tão novo pra nós que parece que é uma outra vida. E eu acho que é. Basicamente é todo mundo bebê ali. Nasce filho, pai e mãe. Todo mundo com vontade de chorar loucamente muitas vezes. Em outras, a felicidade é plena como o sono dos bebês. E nesse sobe e desce, temos as cólicas, os picos de crescimento, a dentição, o terrible two, o desfralde, a escola, fases divertidas intercaladas com fases apavorantes em que a pergunta é: quando melhora?
Hoje minha filha veio pra minha cama no meio da noite. Ela não me chamou, chorou, ou se assustou. Ela acordou no escuro e simplesmente deitou entre nós, no quarto ao lado. Me deu um beijinho, abraçou o pai e dormiu. Onde está aquele bebê que me chamava no meio da noite quando tinha um pesadelo? Sim, eles crescem.
Quando a Livia, minha filha, tinha uns 3 meses, recebi de uma ex-chefe um dos conselhos mais valiosos até hoje. E o conselho sempre vem à minha mente quando me pego saudosista. Porque ela me pediu para que eu não tivesse saudade (ou ao menos não alimentasse a nostalgia tão comum às mães). Ela me ensinou que quando eu sentisse saudade, eu pensasse no que eu estava perdendo no dia de hoje. Porque há beleza em todas as fases de nossos filhos. São os ciclos. E é inevitável que percamos a cabeça às vezes, mas não dá pra negar que o crescimento e amadurecimento podem ser fascinantes.
Então, escolha suas batalhas (nem sempre teremos que ter razão, mesmo sendo mães, não é triste? ), tente fazer do hoje o mais fácil e prático possível e vamos juntos nesta fantástica aventura que chamamos de vida. Porque simplesmente tudo passa.
7 de dezembro de 2016 0 comment
0 Facebook Pinterest

Recebi de uma amiga querida e que admiro muito um pedido pra falar sobre algum tema relacionado à maternidade. Sabe essas pessoas que você não tem coragem de dizer não? Logo me deu uma angustia pois não sei muito bem em que a minha experiência pode agregar… Eu bem que tentei escapar dizendo que não era um tema que eu discorria tão bem, que não sabia escrever sob encomenda, enfim. Mas ela não aceitou a minha resposta. Então eu disse que demoraria porque estava enrolada e a resposta foi um categórico: vamos esperar! Ahahahhahaha. Sensacional!

As pessoas me pedem para falar sobre o terceiro setor, que é a área onde atuo, sobre corridas, que de um hobby tornou-se uma paixão e dessa paixão avassaladora um novo caminho para empreender. Mas maternidade? Enfim! Pergunto porque, tentando desesperadamente obter uma pista de o que ela quer ouvir e ela diz simplesmente: gosto dos seus posts sobre seus filhos. 🙈

Então, vamos lá. Entre um quilômetro e outro, entre uma apresentação e outra, penso onde minha experiência poderia impactar a vida de outras mães, porque uma das coisas que aprendi, categoricamente, sendo mãe é que não existe fórmula, não existe regra e definitivamente fica difícil falar o que é certo e o que é errado (excetuando-se os extremos, claro). Acho que a coisa toda se divide em três ideias centrais: o que era pra ser (como você achava que seria tornar-se mãe) o que vem sendo (rigorosamente todo o contrário rs) e como você pensa o futuro dessa relação.

O fato é que a maternidade é o lugar onde todos os nossos valores e conceitos são confrontados com muita força, e muitas vezes sem estarmos preparados para isso. Enquanto aquele ser se desenvolve dentro da gente já temos uma pista do que virá. Isso porque a idealização da gravidez muitas vezes também é confrontada e já anuncia de forma quase que premonitória o que está por vir. Nossa plena existência começa a estar totalmente a serviço dessa mini pessoa, os sentimentos, a disposição, o próprio livre arbítrio sobre o nosso corpo são fortemente relativizados… se é que me entendem.

Antes de ter filhos olhamos as outras pessoas, e a própria forma como fomos criados, e já Pré-estabelecemos o modelo que vamos seguir, uma mistura perfeita do que achamos que deu certo com um e outro modelo. Ah filho meu não vai fazer isso nem a pau… eu jamais abriria mão da minha individualidade pelos filhos, não faz nem bem pra eles… só vou alimentar na hora certa, e colo livre todo dia não… minha cama é sagrada… meus filhos vão aprender a dormir sozinhos… vão falar inglês desde pequenos… vão ser descolados e interesados pelo mundo… serão educados com as pessoas… vão ajudar o próximo… são realmente muitas metas que temos que cumprir, e o melhor, na nossa cabeça é tudo muito simples.

E eis que surge a criatura e o segundo obstáculo que é o parto já adianta o nível da pressão que sofreremos. Outro dia li que quando nasce um bebê surge com ele uma plantação de palpiteiros e caberá a você regar essa plantação ou não. Eu penso que temos que ter bom senso, ouvir os mais velhos e aqueles que nos querem bem com muito carinho, humildade e generosidade, assim como os amigos queridos e, de outro lado, ignorar com elegância todo o resto. Parece simples, de novo, mas essa interferência pode bagunçar bastante o nosso pedaço, e mais do que isso, pode trazer insegurança e ansiedade, num momento em que precisamos muito de serenidade e deixar aflorar o nosso sexto sentido.

Eu tive meu primeiro filho na Espanha e lá percebi que as verdades que para mim eram absolutas, eram mais complexas do que imaginava. Um médico não participou do meu parto, fiquei 11 horas controlando a dor e fazendo força e na 12ª hora pedi uma anestesia, mas não antes de ouvir um categórico: sério? falta tão pouco! Seu filho vale a pena!!! Tentei mais um pouco muito influenciada por aquela frase, mas desse momento de dor surgiu uma segurança quase divina e eu pensei, o filho é meu, o corpo é meu e eu sei o que é bom pra gente, tenho condições de decidir. Pode dar a anestesia!!!

Logo depois da anestesia começou o expulsivo e no meio do processo entrou um professor na sala, bem hora do meu filho sair, e perguntou se seus alunos do quinto ano poderiam assistir o final do parto. Lembro de ter achado a pergunta estranha mas tinha corrido uma maratona e nos últimos quilômetros só o que queria era completar o percurso, e que se lixe todo o resto. Foi uma experiência incrível, apesar de tudo, sentir a dor do nascimento e o prazer de completar a tarefa que eu acreditava importante me deu uma dose de confiança para o meu novo desafio. Viveria tudo de novo, inclusive com essa enfermeira nada empática. Sai de lá um gigante! Mas isso era pra mim, e eu estava naquele momento muito confiante das minhas metas e do papel que queria desempenhar, estava empoderada, como dizem por aí.

Hoje já passei por muitas fases, inúmeros altos e baixos, certezas e incertezas, parecidas com essa do parto, de fazer o que achava que tinha que fazer, depois pintar uma insegurança e dentro de um processo de embate descobrir qual é o meu caminho, e depois de descoberto dane-se o resto… Temos dentro de nós todas as condições para descobrir o nosso próprio jeito de criar. Olhar os outros e como eles fazem, pode ser bom mas somos seres únicos, conduzindo a vida de outros seres únicos, vamos errar e muito, mas encontraremos o nosso jeito e ele será muito particular pq levará em conta quem somos, o que aprendemos, o que sofremos, quem são os nosso filhos, o que suportam, o que precisam, enfim…

Chegar a essa descoberta tão simples é muito libertador, e de quebra vamos ajudando nossos filhos a respeitar sua individualidade, criar seus próprios caminhos, sempre com liberdade, sendo protagonistas da sua própria história. Tenho claro que estou aos poucos sendo cada vez menos necessária na vida dos meus pequenos, cada nova aquisição deles é como se olhassem para trás, acenassem pra mim é dissessem, valeu mãe, agora é comigo. E entre um sentimento de melancolia e outro me vem um agradecimento enorme da missão que me foi confiada.

Criamos com essa meta, ir desaparecendo aos poucos, nos mínimos detalhes. Claro que sempre que possível estaremos por perto, assim como queremos nossos pais, umas vezes com mais força do que outras, mas cada vez mais como um apoio e não uma necessidade.

Para terminar vejo a maternidade como uma função divina que Deus confere de maneira generosa a algumas pessoas, desse dom receberemos muito amor, amadureceremos e encontraremos um mar de sentido, mas dele também surgirão muitas dores, incertezas e desafios. De todos os modos dentro dessa avalanche que invade a nossa vida pra sempre é que tira tudo do seu lugar, descobriremos algo sobre nós que jamais imaginávamos e que definirá o resto da nossa existência por aqui. Sei que é uma frase clichê mas tão tão verdadeira! Ser mãe é padecer no paraíso!

10 de novembro de 2016 0 comment
0 Facebook Pinterest
Olá!!
Os dias estão muito divertidos com ela, também são bem cansativos, Martina tem bastante energia. Adora brincar com os cachorros e agora coloquei um módulo para estimular o desenvolvimento motor dela (chama escaleira, do Espaço Minhoca). Ela adora experimentar diferentes objetos e gosta de atenção (a gente fica perto observando ela brincar). Agora está querendo me “escalar” para ficar de pé. Faz algumas tentativas de engatinhar, para tentar alcançar os objetos ao seu redor. Depois faz boas sonecas para repor as energias. 🙏🏽
image1
10 de novembro de 2016 0 comment
0 Facebook Pinterest

Nunca fui aquela mulher louca pra ter filhos. Conheço meu marido há 22 anos e moramos juntos há 14. Sempre trabalhei loucamente e tinha certeza de uma coisa: não queria ter filhos para os outros cuidarem.
Hoje vejo que ter filhos é incrível, mas a liberdade quando ainda não os temos também é. E com essa liberdade que fomos nos acostumando. Eu e meu marido saíamos pra jantar praticamente de segunda a segunda. Viagens eram simplíssimas porque bastava escolher o lugar e fazer uma malinha básica. Tudo fácil, sem nada prendendo ou complicando.
Quando fiz 43 anos me bateu um pânico. Já não estava mais trabalhando em agência (leia-se: não era mais uma escrava), minha irmã mais nova tinha tido minha sobrinha e eu comecei a viver mais de perto a maternidade, com a idade senti que ou era naquele momento ou não seria nunca mais. Fui ao meu médico de mais de 20 anos, sentei na frente dele e disse: “Quero engravidar. Mas tem que ser tipo amanhã”. Isso foi agosto de r,2014.
Apesar da minha idade eu, ingenuamente, achei que não seria tão complicado assim engravidar por um detalhe: eu menstruei com 17 anos. Na minha cabeça, já que menstruei tão tarde, eu menstruaria até os 90. Então, ainda dava tempo. Mas aí meu médico me explicou que é exatamente o contrário. Quanto mais cedo a mulher menstrua, mais tarde ela vai parar de menstruar. E quanto mais tarde menstrua, mais cedo para. Meu pânico ficou maior. Pra completar, dentre os 500 exames de sangue que eu fiz, um deles mostrou que eu teria mais ou menos 5% de chance de engravidar de forma natural (segundo o médico um casal jovem, com testosterona saindo pelas orelhas, tem 25% de chance de engravidar. Sempre achei que fosse bem mais).
Considerando a minha idade, minha urgência, meus 5% decidimos pela fertilização. Meu médico passou a atender na unidade de fertilização do Sírio Libanês. Então, estava tudo em casa. Lá mesmo eu faria tudo com o acompanhamento dele que me atende há anos e que eu adoro.
O médico que faria a fertilização me pediu mais 1 milhões de exames. Dentre eles uma histeroscopia, que eu marquei e desmarquei 2 vezes porque me disseram que doía muito e eu tenho zero tolerância pra dor. Como não daria pra escapar do exame, marquei de novo. Ele deveria acontecer no quinto dia da minha última menstruação. Eu beiro o toc no quesito organização, então, tenho absolutamente tudo anotado na minha agenda. Mas a data dessa menstruação eu não tinha e nem me dei conta disso. E então o médico me disse: “Mesmo você estando aqui pra fazer uma fertilização e mesmo a gente sabendo que você não está grávida, eu não posso fazer esse exame se não tiver 100% de certeza disso. Faça um teste de gravidez”.
Uma semana antes do exame fui até uma farmácia, comprei um teste de gravidez, entrei no banheiro, fiz um xixi naquele negocinho e quase morri do coração. O resultado era positivo. Não conseguia acreditar no que eu estava vendo. Não era possível.
Liguei pro meu marido que também não acreditou. Eram 5 e meia da tarde e perto da minha casa tem um Fleury que fecha às 18h. Saí feito uma louca e cheguei lá 10 pras 6. Fiz o exame. Voltei pra casa e continuava sem acreditar. Pedi pro meu marido passar numa farmácia e comprar todos os testes de gravidez que tivessem lá, de marcas diferentes. Fiz xixi em todos os modelos possíveis de palitinhos e todos positivos. Não dormi a noite inteira e com certeza fui a responsável por todo o tráfego do site do Fleury naquela noite porque de 5 em 5 minutos eu entrava pra ver se tinha saído o resultado. Finalmente na manhã do dia seguinte saiu e eu estava realmente grávida. Na verdade, pelas contas, quando sentei a primeira vez na frente do meu médico dizendo que queria engravidar urgentemente, eu já estava grávida.
Tive a gravidez mais tranquila do mundo, Maria nasceu no dia 16 de abril de 2015, linda, gorducha, perfeita. Eu estava com 44 anos. Hoje, passado 1 ano e meio do nascimento dela e eu com 45 anos, entrei na menopausa.
Maria foi um presente incrível que a vida me deu e é a prova real de que quando as coisas tem que acontecer elas acontecem de qualquer maneira.

19 de outubro de 2016 1 comment
0 Facebook Pinterest

Depois de ter meus dois filhos, Pedro (3 anos e meio) e Lucas (1 ano), eu comecei a pensar cada vez mais sobre essa pergunta. Afinal de contas, isso é o que todos os pais querem para seus filhos: uma vida feliz. Em um dos mais longos estudos conduzidos até hoje, pesquisadores de Harvard seguiram as vidas de mais de 700 homens durante 75 anos para tentar responder a essa pergunta. O principal achado: relacionamentos profundos e duradouros são o que trazem felicidade. Você pode estar pensando agora: “E como isso impacta meu papel como pai ou mãe?”. Simples – relacionamentos começam em casa e se expandem pela escola, trabalho e comunidade. É em casa que as crianças aprendem as bases do que é um bom relacionamento.

Dada a importância disso pra felicidade dos nossos filhos, meu marido e eu passamos a questionar nosso papel como educadores. Enquanto algumas coisas são ensinadas formalmente, sabemos que nos primeiros anos, muitas coisas são copiadas pelos nossos filhos, principalmente como agir em relacionamentos. Estávamos fazendo nossa parte? Estávamos sendo bons modelos para nossos filhos se inspirarem?

Essas perguntas foram o estopim de uma grande mudança em nossas vidas. Nós pedimos demissão de nossos empregos e nos planejamos pra ficar 2 anos sem receita. Por isso, nós nos mudamos de São Paulo, onde o custo de vida era extremamente alto, pra uma pequena cidade de 60 mil habitantes, Registro. Voltar pra casa dos meus pais e morar na cidade onde cresci era uma coisa que não passava pela minha cabeça. No entanto, se queríamos aprender sobre relacionamentos, esse era o contexto ideal!

Nós mergulhamos a fundo na experiência de ser pai, mãe e educadores para nossos filhos e, mais importante, pra nós mesmos. Começamos a rever nossas crenças e o que nos fazia agir do jeito que agíamos principalmente quando estávamos sob o efeito de emoções negativas. Esses estudos só aumentaram ainda mais minha curiosidade sobre como se dá o desenvolvimento humano e isso me levou a aplicar pra um mestrado nesse tema. Agora estamos todos aqui em Boston, vivendo novamente uma vida de estudante, mas com o benefício de poder aplicar todo o conhecimento em tempo real, em casa com meus filhos.

Enquanto eu sei que nem todo mundo pode se dar ao luxo de pausar a carreira pra aprender a ser pai e mãe, sei que todos nós temos o desejo de evoluir nessa função. Então aqui vão alguns conselhos práticos que eu acho úteis quando penso em como estamos construindo relacionamento mais saudáveis aqui em casa com nossos filhos.

  • Tente mentalizar que filhos são a melhor ferramenta para evoluirmos como seres humanos. Toda evolução é desconfortável e até mesmo dolorosa às vezes. Por isso, tente enxergar os momentos mais difíceis como uma prova de que você está saindo da sua zona de conforto e entrando numa zona de aprendizado. Mudar hábitos é muito difícil e requer muita energia, mas ao mudarmos hábitos nós mudamos também os valores que transmitimos a nossos filhos. E isso é importante e vale todo o esforço!
  • Tente aceitar que não estamos no controle de muita coisa na nossa vida. Por isso, não tente controlar todo e qualquer aspecto da vida de seus filhos. Deixar com que as crianças exerçam sua autonomia é um processo saudável de educação para os dois lados – pais e filhos. Esse ponto é especialmente difícil pra mim, que tenho mania de controle, mas aos poucos tenho deixado meus filhos decidirem o que querem fazer, quais atividades interessam mais, como querem passar o dia, qual roupa vestir etc. É muito interessante ver como suas pequenas personalidades se manifestam e como são únicos nos seus jeitos de agir e pensar.
  • Passar tempo com as crianças é fundamental. Aposto que você já leu sobre isso. No entanto, agora que minha vida está quase que 100% dedicada ao meu mestrado, a conclusão que cheguei é que é melhor ter pouco tempo de qualidade do que mais tempo sem o foco necessário. Quando estou com os meninos tento estar 100% presente, sem celular, e-mail, etc. Tento participar do mundo deles e entrar na brincadeira. Pra mim é difícil porque sou uma pessoa muito focada no resultado mas tem sido uma experiência incrível. Ultimamente meu filho já verbaliza: “Mamãe, mas você vai estar muito ocupada?”. Quando eu não consigo manter o meu bom humor e presença e eu tenho opção, eu me dou o direito de ir dormir.
  • Lembre-se que todos estão lutando suas próprias batalhas com o único objetivo de ser felizes (e não te tirar do sério). Quando parecer que seu filho quer te irritar, tente ver os motivos por traz de suas ações. Pode ser só ciúmes ou cansaço.
  • Por último, relaxe. Todos estamos em constante evolução e longe de sermos pais perfeitos. Um deslize ou outro sempre vai acontecer. Aqui em casa, nós usamos essas situações onde um de nós perde a cabeça como aprendizado coletivo. Falamos abertamente dos nossos sentimentos ruins e traçamos planos sobre como vamos nos ajudar mutuamente a evitar essas situações. Outro dia meu filho veio com essa: “mamãe, você ficando nervosa. Acho melhor você respirar”.

Acredito que ainda vou colher muitos bons frutos dessa experiência com meu marido e as crianças e do mestrado. Espero poder ter a oportunidade de compartilhar mais com vocês. Até a próxima!

6 de outubro de 2016 0 comment
0 Facebook Pinterest

Martina faz 7 meses agora.

Foi a fase mais “fácil” até agora. Menos pressão de tentar fazer o certo (especialmente porque não estou mais usando bombinha de tirar leite), ainda mama, mas come bem, pega os alimentos com as mãos, experimenta e sorri muito, senta, brinca e interage cada vez mais.
Nunca consegui acertar uma rotina, mas faz algum tempo que estou trabalhando em casa pela manhã e de tarde vindo para o trabalho, e aí conseguimos um bom ritmo para ela.
Ela ainda acorda de madrugada, mas tudo ao seu tempo! Paciência e compreensão são essenciais para o casal nesse momento intenso da vida!

6 de outubro de 2016 0 comment
0 Facebook Pinterest

Eu conclui que quem inventou a frase “gravidez é a época áurea da mulher” com certeza nunca ficou grávida!
Sim, é maravilhoso ter um ser crescendo dentro de você. O maior milagre da vida, uma experiência inacreditável. O parto então, nem se fala. O maior empoderamento feminino e a conclusão do porque nós mulheres, que viemos ao mundo para gestar.
Agora dizer que ficar grávida é estar em plenitude, com certeza não foi válido para mim. Passei as primeiras 20 semanas das minhas duas filhas vomitando todo santo dia. Vomitava de manhã, de tarde e de noite. Isso me deixou debilitada, mas humorada e muito cansada. Cheguei até a pensar que estava deprimida, mas era fraqueza de tanto vomitar. Sobrevivi! Ufa!
Mas ai a barriga começa a crescer. No começo você parece gorda, as roupas não cabem direito e você começa a “testar” seu guarda-roupa. Vai cada vez mais aderindo as roupas largas, até que percebe que parecer um barril, é pior; mas quando finalmente a barriga toma forma de mulher grávida, aí vem a curtição! Você fica iluminada pois afinal de contas, tem um ser perfeito e maravilhoso dentro de você.
Mas você também começa a não dormir direito, pois o neném aperta a bexiga e de tempos em tempos você precisa levantar para fazer xixi. Aí a barriga cresce mais e você não acha a posição na cama para dormir. E quando o neném resolve que a madrugada é hora de jogar bola e não para de te chutar. Ufa! Não é fácil! Hormônios à flor da pele, ataques de choro, oscilações de humor, vontades estranhas de comida, vomito (no meu caso, muito vomito) e no fim, a recompensa final…
Ninguém nunca me disse que ficar grávida era difícil. Que tem dias muito ruins e que junto vêm um turbilhão de emoções desconhecidas. Ninguém nunca me disse que algumas mulheres (assim como eu), passam muito mal. Por isso acho que temos que dividir umas com as outras, essas experiências.
Vonau, passou a ser o meu companheiro diário – sim, ele me ajudou em várias circunstâncias – tinha uma caixa em cada canto da casa. Água com limão, bolacha de água e sal; tentei de tudo. Me falavam que ajudava e lá ia eu tentar. Mas no fundo, o que mais me ajudou foi a certeza de que seria passageiro. E passou. Foi horrível enquanto durou e espero que poucas mulheres fiquem tão enjoadas como eu. Mas se você passar por isso, fique tranquila que passa. Um dia passa.
E ai quando nascem os filhos tanta coisa nova acontece, que aquilo que parecia inesquecível e traumático passa e você nem se lembra mais; e quando se recorda (como agora escrevendo esse texto), fica a sensação boa de que a vida é esse mar de emoções e experiências e que casa uma delas só nos faz ficar mais forte (mesmo sendo ao explorar a parte interna da sua privada de tanto enficar a cabeça nela para vomitar de enjoo).

6 de outubro de 2016 0 comment
0 Facebook Pinterest